Armínio e a unidade cristã

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Por Carlos Roberto

Historicamente, Jacó Armínio foi muito perseguido por seus opositores. Ele foi acusado de muitas heresias e também lhe foi atribuída muitas inverdades. O que me impressiona realmente, é seu lado pratico de sua teologia.

Armínio, prezava pelo amor ao próximo e pela união dos cristãos, apesar das diferenças. Segundo Dave Hunt, “Armínio foi um cristão consistente em seus escritos, e gentil e atencioso em seu tratamento com os outros”. [1]

Uma prova disso, vemos em sua Declaração de Sentimentos. Apesar de discordar de Gomaro e seu supralapsarianismo, Armínio soube debater a questão da predestinação sem atacar.

Jacó Armínio, é um exemplo a ser seguido por todo teólogo atual, e principalmente, os arminianos. Uma grande verdade, que eu tenho notado, é que alguns, ditos arminianos clássicos, estão longe dessa perspectiva de unidade cristã de Armínio, simplesmente pelo fato da ignorância nos debates sobre a doutrina da predestinação.

Discordar, faz parte dos assuntos teológicos, mas precisamos praticar verdadeiramente nossa teologia, assim como Armínio fez. Finalizo esse breve texto, com um trecho, tirado das Obras de Armínio. Os arminianos atuais, bem como os calvinistas, precisam refletir sobre isso:

“Que Deus permita que concordemos plenamente nas coisas que são necessárias à sua glória, e para a salvação da igreja, e que, em outras coisas, se não puder existir harmonia de opiniões, pelo menos haja harmonia de sentimentos e possamos ‘guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz’”. [2].

Fontes:

[1] HUNT, DAVE. Que amor é esse? / Dave Hunt; [Tradução Cloves Rocha dos Santos e Wilson Sales da Silva]. 1. Edição – São Paulo: Editora Reflexão 2015. Página: 127

[2] ARMÍNIO, Jacó. As Obras de Armínio. (Volume 3). [Trad. Degmar Ribas]. Rio de Janeiro, CPAD, 2015, p.276).

 

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