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Daniela Araújo: um tema propício para nossa reflexão

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Por Carlos Roberto

Esse é o assunto do momento! Não quero aqui, me delongar na história. Mas a famosa cantora gospel, que teve um recente áudio vazado, expondo sua dependência nas drogas, remete-nos a pensar, como tratamos as pessoas que passam por problemas e conflitos.

Ora, para ser bem sincero, eu não conheço muito bem a tal e suas músicas. Ela, tem contrato com uma das maiores gravadores do país, mas essa, não é questão a ser considerada aqui.

Independente, do comprometimento da cantora, com os princípios bíblicos, precisamos entender que ela precisa de uma restauração em sua vida. Tenho visto, nas redes sociais, muitos ataques a mesma, a condenando, a julgando e dizendo absurdos.

Infelizmente, tem muita gente má, no contexto evangélico atual, que pensa, que é isenta de errar um dia, de cair, apostatar da fé ou passar por semelhante situação. Fiz questão de ver, em muitos sites de notícia, muitos “crentes”, desejando coisas ruins para a Daniela Araújo.

Pergunto: que cristianismo é esse? Será que realmente amamos o próximo? Ser igreja, é amar, é perdoar, curar a ferida. Claro, a disciplina e a correção, são de suma importância para o processo de restauração, mas tem gente em nosso meio, que pensa que é juiz e dono da verdade.

Não sou nenhum hipócrita, ou conformado com o que ocorre no mundo gospel. Sei muito bem, que existem alguns astros da música cristã que são verdadeiros aproveitadores e comprometidos somente com o cachê ou com o mercado.

O que realmente eu quero frisar, é que se alguém, como no caso da Daniela, ou qualquer outra pessoa, conhecida ou não no contexto evangélico e cristão, quiser mudar e ter um comprometimento com Cristo, isso é possível através da graça de Deus e do evangelho, e nosso papel, é aconselhar, orar e apontar o erro com amor.

Enfim, o que houve com ela, pode acontecer comigo e com você. Afinal de contas, quem somos nós? Somos eternos dependentes da misericórdia de Deus e ponto final. Pense nisso!

 

Uma breve reflexão sobre o suicídio

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Por Carlos Roberto

Caro leitor, esse tema, tem sido debatido há alguns dias por causa de posicionamentos teológicos estabelecidos e afirmados com veemência. No meu entendimento, nas redes sociais, muita gente tem focado em vias erradas, para tentar dar uma explicação saudável sobre o pós-morte, que no caso em questão é o tirar a própria vida.

Tenho chegado a uma conclusão preocupante. Os cristãos, não sabem debater e dialogar no espírito da paz e da harmonia. Briguinhas bobas e infantis tem sido o foco de muita gente no facebook, que diz entender a bíblia e a teologia.

Em muitos posts, artigos e textos, tenho presenciado que alguns irmãos estão pensando somente em seu sistema e sua interpretação. O ego, a soberba, a ofensa e o desrespeito não irão solucionar nossos problemas. Mas essa turma, que diz saber tudo, prefere bloquear ou cancelar a amizade do que refletir sobre um assunto tão sério e preocupante.

Os índices e estatísticas, de pessoas que tiram a própria vida são alarmante e aumentam a cada dia. Será que os crentes atuais, estão preparados para lidar com isso? E a igreja? Que é chamada para pregar o evangelho e tirar os perdidos do erro e da perdição?

É justamente nesse ponto que eu quero chegar. Precisamos sermos mais tolerantes, sábios, maduros e principalmente inteligentes, para compreendermos as causas do sofrimento de determinadas pessoas que estão vivendo problemas de ordem comportamental.

O aconselhamento pastoral, precisa ser visto com mais ênfase em casos assim. Pergunto: será que sabemos o tipo de suicídio que estamos lidando? Apesar do entendimento que eu tenho, da obra única e exclusiva da graça de Deus, na vida de uma pessoa, tenho dificuldade em compreender certos casos, que prefiro me calar.

Deixe eu dar um exemplo prático. Os problemas, de ordem mental e psicológico são uma dificuldade dura. A depressão e outros temores, medos, angustias e incertezas humanas, são a causa de um provável suicídio. Quem sou eu, para dar um julgamento duvidoso? Prefiro o silêncio e reconhecimento de minhas próprias limitações humanas, do que dar um parecer e debater a questão com gente que pensa somente com a cabeça fechada, com o espírito da contenda e dentro da caixa.

O irmão Alcino Júnior, em seu blog, foi certeiro ao tratar a questão:

“E se ao invés de tantos ataques ideológicos, nos preocupássemos mais em discutir qual seria a melhor forma de ajudar as pessoas que estão passando por quadros de depressão? Creio que a alta qualificação dos envolvidos na disputa seria de grande valia para o Reino se fosse usada para agregar à igreja ao invés de apenas afagar seus próprios egos. ”.

Enfim, eu poderia falar mais, e aliás eu nem ia me pronunciar sobre isso no blog, mas a necessidade e a demanda falaram mais alto. A discussão e o debate sobre o suicídio, vão muito mais além do que calvinismo ou arminianismo e nós, precisamos entender isso. Temos que nos unirmos, da melhor forma possível e tentar tratar os inúmeros casos, de crentes em Cristo que conhecemos que estão passando por lutas interiores.

Encerro por aqui, mas deixo o link, do texto do irmão Alcino. Leia e reflita!

 

 

O perigo nos debates entre calvinistas e arminianos

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Por Carlos Roberto

Caros leitores, a mecânica da salvação, é um tema debatido há séculos dentro do contexto protestante e cristão. Em um post anterior, falamos aqui no blog sobre a unidade cristã na perspectiva teológica de Jacó Armínio.

Agora, pretendo deixar um alerta sobre os riscos desse debate, quando a ignorância, a falta de respeito, a militância e o ego exaltado são normas que precisam serem seguidas à risca para uma melhor identificação, segundo os adeptos desses conceitos errôneos e desprovidos de uma coerência bíblica e sadia.

Calvinistas e arminianos, podem ser bons amigos, mesmo discordando e debatendo teologia, mas essa simples explicação, não é seguida à risca por muitos deles. No meu feed de notícias, presencio muitas vezes, arminianos xingando, desrespeitando e até ameaçando calvinistas em longos debates. Claro, existem calvinistas que são intolerantes também. Aliás, esse texto serve para ambos.

O ponto onde exatamente eu quero chegar, é justamente o da maturidade cristã. No meu modo de pensar, a imaturidade está muito presente na vida desses irmãos. Ora, todos sabem que sou um arminiano clássico, mas isso, não me dá o direito ou a prerrogativa de ser inimigo dos calvinistas e reformados.

Até mesmo entre defensores de um mesmo posicionamento teológico, existem os intolerantes, imaturos e zombadores. Se um arminiano, se posiciona ou se identifica como de 4 pontos, é taxado por seus companheiros de liberal ou herético, e tem também os calvinistas que adoram dizer que Armínio foi pelagiano ou semi-pelagiano, se um outro calvinista mais moderado, que leu as obras de Armínio e conhece bem os conceitos básicos da teologia arminiana discorda, é taxado de bobo, ou em cima do muro.

O grande perigo, nos debates teológicos, e principalmente entre calvinistas e arminianos, é falta de amor ao próximo. Discordar, faz parte da teologia e isso está longe de terminar, mas é preciso equilíbrio, koinonia, paciência, amor e maturidade.

Por causa dessas coisas, criei tempos atrás a página Armínio Hoje no facebook, para tentar compartilhar aquilo que sei para outras pessoas e provar, que esse sentimento popular do arminianismo contemporâneo e anti-calvinista, é perigoso e doentio. A teologia arminiana, não é somente defesa e ataque, muito pelo contrário, sua gênese e prioridade é o amor de Deus revelado na pessoa de Cristo e a atuação da graça de Deus, que restaura o arbítrio humano danificado pela queda.

Uma outra página, parceira e que segue a teologia de Armínio com responsabilidade e moderação, é a página Arminianismo Sem Zueira.

Enfim, todo cristão, que estuda teologia, precisa praticar a mesma, e não pensar que é melhor do que os outros somente por causa de sua forma de interpretar a bíblia ou assuntos pertinentes ou relacionados a ela. No passado, muita gente sofreu com isso, e hoje não é diferente, mas eu e você, somos exortados a mudar isso, através de atitudes honestas, maduras e respeitosas com nossos irmãos de fé, mesmo eles sendo de outras confissões ou posicionamentos teológicos.

Deus abençoe a todos! Em um momento oportuno, retorno novamente com esse assunto no blog. Compartilhe esse post com seu amigo calvinista ou arminiano.

3 comportamentos de alguns teólogos nas redes sociais

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Por Carlos Roberto

Nos dias hodiernos, cresce assustadoramente a comunicação digital. Hoje, conversamos com o mundo inteiro através dos mais variados recursos digitais. Esse post, é uma reflexão sobre o universo digital e o teólogo cristão. Infelizmente, muitos dos nossos jovens teólogos não conseguem se comportar corretamente na rede social.

Já adianto, que o teólogo, que tem uma função altamente comprometida com as verdades bíblicas, precisa ter cautela, moderação, prudência e principalmente um bom testemunho nas mais variadas conversas e debates na rede social.

Ora, na minha opinião, as disciplinas teológicas que mais se destacam nos debates entre os cristãos são a soteriologia, a escatologia e a apologética, e nesse contexto de diálogos, debates e conversas, percebo pelo menos três coisas no comportamento desses irmãos: Ofensas, desrespeitos e obscenidade, a turma do copia e cola e aqueles que realmente dão uma contribuição para a teologia.

Ofensas, desrespeitos e obscenidade 

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Algumas vezes, quando entro no meu feed de notícias, presencio um péssimo comportamento, de alguns irmãos que se dizem amantes da palavra de Deus e das verdades teológicas. No calor do debate sobre um determinado assunto, irmãos xingam outros irmãos a até falam palavras obscenas.

O teólogo cristão, precisa ser verdadeiramente um cristão nascido de novo, e não perder o essencial, que é seu testemunho. A verdadeira teologia é aquela que praticamos não é mesmo? Ora, estar nas redes sociais não é uma brincadeira de criança. Muito pelo contrário, é uma coisa séria, e essa seriedade, requer prudência e controle.

É uma grande perca de tempo debater com um irmão em Cristo no espírito da agressão e do desrespeito. É preferível se isentar do que pecar! Infelizmente, nossa geração de jovens teólogos quer justamente o contrário, quer debater mais, e até mesmo agredir com palavras torpes. Oremos, para que nossa juventude teológica amadureça!

A turma do copia e cola

Você já ouviu falar na geração CTRL+C, CTRL+V? Pois é, a turma do copia e cola e que não cria nada. A geração digital com sua modernidade comunicativa é assim, e essa é uma característica do nosso tempo moderno. Olhando a teologia nas redes sociais, vemos vários irmãos assim, que somente copiam e colam o que outros dizem.

É impressionante a falta de sabedoria e conhecimento de alguns irmãos, postam frases, citações e até mesmo textos sem citar as fontes. Isso é muito grave! Na verdade, falta personalidade, criatividade e inteligência na vida destes jovens teólogos. Ora, alguns até se aventuram neste mundo dos blogs.

Aqueles que realmente contribuem para a teologia

Por mais que a situação seja preocupante, ainda existe gente boa nas redes sociais, ainda existem irmãos que se esmeram no compartilhamento de ótimos conteúdos para a edificação espiritual. Conheço muitos irmãos, sejam jovens ou mais experientes, que possuem blogs, e também anônimos, que dão uma grande contribuição para o entendimento da palavra de Deus e para a teologia cristã. Em um futuro artigo, pretendo elencar os meus blogs favoritos e recomendáveis, mas para encerrar esse texto, penso eu que cada um de nós precisa fazer sua parte, testemunhando a Cristo e compartilhando a teologia com prudência e equilíbrio.

John Wesley ensinava a depravação parcial?

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Por Carlos Roberto

A rede social é um local onde todo tipo de assunto é falado, comentado, curtido e compartilhado. No ano passado, postei na minha linha do tempo uma indagação com relação a um assunto altamente teológico, e que tem a ver com a soteriologia. Para os entendidos no assunto, todos sabem que a depravação total do ser humano é um ponto em comum entre calvinistas e arminianos. O post rendeu vários comentários, e irmãos de diferentes posições teológicas das minhas comentaram a postagem, contribuindo para um bom debate no campo das ideias.

No decorrer dos comentários do meu post na rede social, apareceram comentários de um irmão, que se dizia um representante do metodismo, afirmando absurdos, onde se via uma interpretação do mesmo com relação ao pai do metodismo ter enfatizado uma depravação parcial do ser humano. Bom, eu como vários amigos em comum fizemos o uso de argumentos respeitosos, e pedimos fontes seguras, e documentais, que John Wesley teria defendido uma parcial depravação humana.

Enfim, eu e nem muito menos meus amigos não obtivemos respostas, e o meu suposto amigo cancelou o contato, me bloqueou, e encerrou por definitivo o vínculo de amizade na rede social, e tudo isso simplesmente por não suportar que ele estava errado no campo das ideias. Sem perca de tempo, quero neste artigo citar fontes concretas, documentais, e históricas, que John Wesley, o pai do metodismo, que deu uma grande contribuição para a história da igreja, da teologia, e do cristianismo defendia a depravação total do ser humano. Eis as fontes:

“Sem dúvida, para enfatizar, Wesley continua esse tema da depravação total do homem em diversos outros escritos. Em seu “Way to the Kingdom” (O Caminho do Reino), observa no comentário: “Você é corrompido em cada poder, em cada faculdade de sua alma, por ser corrompido em cada um desses aspectos, toda a fundação do seu ser está fora de curso”. E no sermão The Deceitfulness off the Human Heart” (A falsidade do Coração Humano), a depravação aparece na observação de que “toda imaginação dos pensamentos de seu coração [é] só má continuamente”. Além disso, Wesley, no mesmo sermão, enfatiza que os homens e mulheres são incapazes de mudar essa condição: “No coração de todo filho de homem há um fundo inexaurível de maldade e injustiça, enraizado de forma tão profunda e firme na alma que nada, a não ser a graça todo-poderosa, pode curar isso””. [1]

“As Escrituras asseveram que “pela desobediência de um homem todos os homens foram constituídos pecadores”; que “em Adão todos morreram”, morreram espiritualmente, perderam a vida e a imagem de Deus: Que, pecador decaído, Adão então “gerou um filho à sua própria semelhança” —e nem era possível que o gerasse segundo outra qualquer imagem, porque, “quem pode tirar uma coisa pura de uma coisa impura? ” — Que, consequentemente, nós, como quaisquer outros homens, estamos por natureza “mortos em delitos e pecados”, “sem esperança e sem Deus no mundo”, e, portanto, somos “filhos da ira”; que todo homem pode dizer: “Fui gerado em iniquidade e em pecado minha mãe me concebeu”; que “não há diferença”, visto que “todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus”, daquela gloriosa imagem de Deus segundo a qual o homem fora originariamente criado. E daí, quando “o Senhor olhou do alto para os filhos dos homens, viu que todos se desviaram; que eles se tornaram todos abomináveis, não havendo nenhum justo, nem sequer um”, ninguém que verdadeiramente busque a Deus, concordando isto como que é declarado pelo Espírito Santo nas palavras acima citadas: “Deus viu”, quando olhou dos céus, “que a maldade do homem era grande na terra”; tão grande que “toda imaginação dos pensamentos de seu coração era somente má, e isto continuamente”. Este é o conceito de Deus acerca do homem, conceito que nos dará oportunidade de: Primeiro, mostrar, o que todos os homens eram antes do dilúvio; segundo, inquirir se eles não são os mesmos hoje; e, terceiro, acrescentar algumas inferências”. [2]

“Wesley confessava que todos os humanos (exceto Cristo) estão “mortos em Transgressões e pecados” até Deus chamar suas almas mortas à vida. De acordo Com ele, todas as “almas dos homens” estão mortas em pecado por natureza até mesmo se a graça preveniente universal de Deus estiver trabalhando neles. Em seu sermão “Acerca do Pecado Original” ele apresentou um testemunho sobre a condição caída da humanidade que deixaria qualquer agostiniano orgulhoso! Ele condenava a tendência moderna de enfatizar o “lado justo da humanidade” e argumentava que a humanidade, em sua época, não era nada diferente do que aquela anterior ao dilúvio nos dias de Noé – com nada de bom e totalmente má, exceto aquilo que é trabalhado pela graça de Deus. “Em seu estado natural, todo homem nascido no mundo é um indecente idólatra”. Ele chegou até o ponto de dizer, talvez homileticamente, que os humanos caídos portam a imagem do diabo e andam nos passos de satanás. Como alguém poderia ser mais claro acerca da condição humana em pecado enquanto totalmente depravada do que aquele que escreveu e disse: Aqui está o chibolete: É o homem, por natureza, cheio de toda forma de mal? Ele está vazio de todo o bem? Ele é totalmente caído? Sua alma está totalmente corrompida? Ou, para voltar ao texto, é “toda a imaginação dos pensamentos de seu coração só má continuamente?”. Admita isso e você é, de longe, cristão. Negue isso, e você não é nada mais que um infiel”. [3]

Fontes:

[1] Teologia de John Wesley. Kenneth J. Collins. Pág.97. CPAD.

[2] Wesley, J., Sermon XLIV: Original Sin, in The Essential Works of John Wesley (2011: Barbour Publishing Inc.), p.128).

[3] Roger E. Olson, Teologia Arminiana – Mitos e Realidades, Editora Reflexão, Páginas 193-194.

Reflexões sobre o atual ministério cristão: parte 2

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Por Carlos Roberto

E ele designou uns como apóstolos, outros como profetas, outros como evangelistas, e ainda outros como pastores e mestres. (Efésios 4.11).

Continuando minhas reflexões sobre o ministério cristão, pretendo neste texto abordar a questão do dom ministerial de evangelista. Esse dom, foi de suma importância para a propagação do evangelho na igreja primitiva, e a divulgação das boas novas nos territórios gentílicos, se deu por intermédio de homens vocacionados por Deus para evangelizar.

Segundo Barclay, “a eles correspondem na atualidade os que chamamos missionários. Paulo escreve a Timóteo: “Faz obra de evangelista” (2 Timóteo 4:5). Os evangelistas eram os portadores das boas novas. Não possuíam o prestígio e a autoridade dos apóstolos enviados diretamente pelo Senhor; tampouco possuíam a influência dos profetas inspirados pelo Espírito; eram os missionários de batalha da Igreja portadores da mensagem das boas novas a um mundo que jamais o tinha ouvido. No Novo Testamento os evangelistas apenas sim se mencionam; mas deveram ter sido os servidores anônimos que levaram o nome de Cristo a todo mundo”.

No capítulo 8 do livro de Atos dos Apóstolos, vemos as narrativas dos dois primeiros evangelistas da igreja primitiva, que deram uma grande contribuição para que a mensagem do evangelho fosse anunciada, e os riscos eram grandes, e mesmo assim, eles foram fieis, destemidos e ousados ao cumprirem seus respectivos ministérios. Estevão e Filipe foram homens a frente de seu tempo!

Essa série, é somente introdutória e de caráter reflexivo, e em futuros artigos, pretendo elencar com maiores detalhes a questão do dom ministerial de evangelista. Existe uma tese de doutorado, que explica com detalhes históricos e precisos a formação do pensamento hierárquico da AD, e recomendo aos meus leitores a leitura. Para maiores informações, entrem neste link.

Encerro este texto, falando diretamente dos nossos ministros. Sim! Em nossas convenções, os evangelistas são chamados assim, pois são filiados na CGADB ou na CONAMAD. Infelizmente, a banalização do ministério cristão, no contexto assembleiano e pentecostal é uma realidade, e muitos só pensam no cargo, na função em si ou no status, que remete automaticamente a uma promoção ao pastorado.

Em seu livro, o Desafio da Evangelização, o pastor e teólogo pentecostal Claudionor de Andrade vai direto ao ponto, explicando essa característica preocupante:

“Em algumas igrejas, o evangelista é visto mais como investidura eclesiástica do que, propriamente, como dom ministerial. Conclui-se que somente deve ser reconhecido como evangelista o que foi agraciado com semelhante dom. Doutra forma, teremos um clero inflado de evangelistas que, em vez de ganhar almas para Cristo, desgastam-se emocional e espiritualmente, aguardando uma eventual promoção ao pastorado. A hierarquização eclesiástica, nesse sentido, é mais do que nociva ao crescimento saudável do corpo de Cristo; é deletéria e mortal. Que sejamos criteriosos na escolha daqueles que sairão pelo mundo a proclamar a mensagem do evangelho”.

Pois é, o critério, a reflexão e a conscientização da escolha são fatores que devem ser levados em conta pelas nossas lideranças e convenções e esse fato está longe de uma solução. Enfim, pelo menos, nós podemos analisar e pensar sobre um futuro melhor para nossas igrejas, ministérios e convenções. Compartilhe esse post com seus amigos obreiros nas redes sociais!

Na última parte dessa série, pretendo falar justamente sobre a escolha de obreiros para o ministério e sobre a consagração de pessoas que não são chamadas por Deus, mas por causa de vários fatores, como: o status social, família e acordos políticos são apresentadas. Aguardem! Deus abençoe a todos! Amém!

Fontes: [1] Bíblia Sagrada Almeida Século 21.

[2] Barclay, William. Gaiatasy Efésios. Buenos Aires: Editorial la Aurora.

[3] Claudionor de Andrade. O Desafio da Evangelização – Obedecendo ao Ide do Senhor Jesus de Levar as Boas Novas a Toda a Criatura. CPAD.

10 razões objetivas porque não acredito no evangelho do entretenimento

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Por Carlos Roberto

Venho através deste texto elencar pelo menos dez razões, que me fazem não acreditar no evangelho do entretenimento.  Primeiramente, precisamos entender o que é o entretenimento, o que essa palavra significa e se esse termo tem alguma coisa a ver com o cristianismo autentico e bíblico.

Definições da palavra entretenimento

O entretenimento, é o ato ou efeito de entreter-se, de se distrair e de se divertir. O entretenimento pode ser um lazer, pode ser também uma ida ao cinema ou um jogo bem divertido. “Entretenimento, é uma forma de recrear ou divertir as pessoas ou um conjunto delas quando elas se encontram desviadas de suas preocupações cotidianas; é o ofício de captar a concentração de grupos ou de indivíduos, com a aplicação das mais variadas ocupações que visam tão somente o prazer, por um período temporal fixo ou impreciso”. [1]

A incompatibilidade do entretenimento com o cristianismo

Já deu para você entender, não é mesmo caro leitor? O entretenimento é incompatível com o evangelho de Cristo, com a palavra de Deus e com o verdadeiro cristianismo. A grande problemática do evangelho do entretenimento, é a sua abordagem imprecisa, temporal e passageira.

Na verdade, o evangelho do entretenimento é relativista, pragmático e antinomista. Nos tempos do carnaval, é comum algumas igrejas “evangélicas”, ou até alguns cantores do mundo gospel formarem blocos e desfilarem, dizendo que estão cumprindo o ide de Cristo e pregando o evangelho. Quando criticamos isso, somos taxados de bobos, atrasados e radicais. O cristianismo, tem uma abordagem perfeita e eficaz! Ele não precisa de uma roupagem mundana e passageira.

Segundo o pastor Renato Vargens, “uma das ações que tem delineado a agenda da igreja é o pragmatismo. Nessa perspectiva não se faz o que é certo, mas sim o que dá certo. Nesse contexto, em nome da evangelização, parte da Igreja brasileira aderiu ao evangelho do entretenimento cujo objetivo final é a comunicação do evangelho de uma forma leve e descontraída”. [2]

10 razões para não acreditarmos no falso evangelho do entretenimento

1-) O evangelho do entretenimento não salva o pecador. Sua mensagem não evangelística, é apenas uma distração que não produz arrependimento e conversão de almas

2-) O evangelho do entretenimento exalta o valor humano. Um determinado cantor gospel, postou em sua rede social, que a cruz de Cristo não revela o nosso pecado, mas o nosso valor. É isso que esse evangelho ensina!

3-) O evangelho do entretenimento não produz avivamento. A emoção humana, a alegria passageira e a carnalidade estão em evidência.

4-) O evangelho do entretenimento não ensina as doutrinas bíblicas. Esse evangelho, não ensina a justificação pela fé, a doutrina da graça, ou a depravação total do ser humano. Muito pelo contrário! Sua pregação visa somente o movimento em si

5-) O evangelho do entretenimento é um movimento. É um show, um ajuntamento gospel ou uma reunião em uma boate gospel (uma coisa comum nos dias de hoje)

6-) O evangelho do entretenimento divulga o artista. Esse evangelho não divulga Cristo! Divulga o cantor, seu nome, e por aí vai. Na maioria destes eventos, a exaltação do ego humano ou da estrela gospel é o foco

7-) O evangelho do entretenimento é mundano. Como eu disse acima, esse movimento é relativista, antinomista e pragmático, e está alinhado com o sistema mundano e pecador. Leia Romanos 12.2

8) O evangelho do entretenimento não traz o jovem para Deus e para Cristo. Não radicalizo o show ou alguns eventos em sua totalidade, só que na minha opinião, a maioria destes movimentos não leva o jovem a reflexão bíblica, teológica, pratica, e devocional, que remete a um profundo relacionamento com Cristo

9-) O evangelho do entretenimento faz somente o que é oportuno. Na maioria das vezes, quem faz esse tipo de movimento, ou lidera essas reuniões, em nome da evangelização, adere a todo tipo de fórmula. Na verdade, nessa perspectiva não se faz o que é certo, mas sim o que dá certo

10-) O evangelho do entretenimento é um falso evangelho. Esse evangelho, com suas inovações e pressupostos é uma grande mentira, que muitos usam em nome de Deus e em nome de Cristo

Conclusão

Caro leitor, você não precisa concordar com tudo aquilo que eu elenquei no artigo. É um direito seu discordar. Mas antes disso, leia esse texto com calma e reflita, no tempo atual que estamos vivendo, e se realmente o cristianismo bíblico está de acordo com o evangelho do entretenimento.

O jovem na igreja, não pode ser privado de sua liberdade, seu espaço e seu contexto situacional. Seja nas ruas, no trabalho, na faculdade ou até mesmo em suas amizades, os jovens cristãos podem fazer a diferença, pregar o evangelho do Reino e ganhas para Cristo.

Que Deus, em Cristo abençoe a todos os leitores, e que os mesmos possam refletir melhor sobre o Ide de Jesus, e glorificar a Deus de uma maneira bíblica e honesta. Amém!

Fontes: [1] http://www.infoescola.com/sociologia/entretenimento/

[2] http://renatovargens.blogspot.com.br/2015/05/04-razoes-basicas-porque-nao-acredito.html