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Armínio e a unidade cristã

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Por Carlos Roberto

Historicamente, Jacó Armínio foi muito perseguido por seus opositores. Ele foi acusado de muitas heresias e também lhe foi atribuída muitas inverdades. O que me impressiona realmente, é seu lado pratico de sua teologia.

Armínio, prezava pelo amor ao próximo e pela união dos cristãos, apesar das diferenças. Segundo Dave Hunt, “Armínio foi um cristão consistente em seus escritos, e gentil e atencioso em seu tratamento com os outros”. [1]

Uma prova disso, vemos em sua Declaração de Sentimentos. Apesar de discordar de Gomaro e seu supralapsarianismo, Armínio soube debater a questão da predestinação sem atacar.

Jacó Armínio, é um exemplo a ser seguido por todo teólogo atual, e principalmente, os arminianos. Uma grande verdade, que eu tenho notado, é que alguns, ditos arminianos clássicos, estão longe dessa perspectiva de unidade cristã de Armínio, simplesmente pelo fato da ignorância nos debates sobre a doutrina da predestinação.

Discordar, faz parte dos assuntos teológicos, mas precisamos praticar verdadeiramente nossa teologia, assim como Armínio fez. Finalizo esse breve texto, com um trecho, tirado das Obras de Armínio. Os arminianos atuais, bem como os calvinistas, precisam refletir sobre isso:

“Que Deus permita que concordemos plenamente nas coisas que são necessárias à sua glória, e para a salvação da igreja, e que, em outras coisas, se não puder existir harmonia de opiniões, pelo menos haja harmonia de sentimentos e possamos ‘guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz’”. [2].

Fontes:

[1] HUNT, DAVE. Que amor é esse? / Dave Hunt; [Tradução Cloves Rocha dos Santos e Wilson Sales da Silva]. 1. Edição – São Paulo: Editora Reflexão 2015. Página: 127

[2] ARMÍNIO, Jacó. As Obras de Armínio. (Volume 3). [Trad. Degmar Ribas]. Rio de Janeiro, CPAD, 2015, p.276).

 

Barnabé: o exemplo do mentoreado

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Por Carlos Roberto

Venho por meio deste post, tratar um assunto muito importante. Na minha opinião, o aconselhamento cristão e pastoral, precisa de uma ênfase mais forte nos dias atuais, e por causa dessa carência cito o exemplo de Barnabé no contexto da igreja primitiva e na vida de Saulo de Tarso, que se tornou Paulo, o apóstolo dos gentios.

Quem era Barnabé? 

Barnabé era um homem muito inteligente, profundo conhecedor das Escrituras Sagradas, era um homem que gostava de ajudar as pessoas, era um homem de coragem, e muito amado pelos apóstolos, nos tempos da igreja primitiva. Ele era um homem extremamente religioso e que tinha muitas posses, um homem rico. Mas um dia ele se converteu a Cristo, e começou a se dedicar a pregação do evangelho. Ele era primo de João Marcos (o autor do segundo livro do Novo Testamento]. Na verdade, seu nome era José, mas os apóstolos o chamavam de Barnabé, que significa encorajador.

Em Atos 4.36-37, vemos as seguintes palavras de Lucas:

“Então José, a quem os apóstolos chamavam Barnabé (que significa filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um terreno, vendeu-o, trouxe o dinheiro e colocou-o aos pés dos apóstolos”.

Barnabé era um levita, um judeu, um homem muito importante e rico, mas o que me chama a atenção na vide dele são suas atitudes pós-conversão. Segundo David Edward:

“Barnabé é caracterizado não apenas como um estudioso da bíblia, mas com experiência transcultural e muito amado entre os apóstolos. Um homem de coragem contagiante (encorajador), comprometido com o Reino, desprendido das coisas materiais, generoso, confiante nos apóstolos e, com maior simplicidade, a eles submisso”.

Barnabé era um homem a frente de seu tempo! E isso contribuiu de uma forma extraordinária para a divulgação de evangelho entre os gentios e para a própria história do início da igreja primitiva.

Os exemplos de Barnabé como conselheiro e mentor

Os exemplos de mentoreado na vida de Barnabé são muitos, mas para fins de pesquisa e futuras abordagens, cito alguns episódios narrados por Lucas em Atos dos Apóstolos. No capítulo 9.26-28, vemos o momento pós-conversão de Paulo, onde ele tenta se reunir com os apóstolos em Jerusalém.

Todos tinham medo dele (Paulo) e não acreditavam em suas palavras. Vemos que ele precisava de ajuda. Como se pode ver no texto, Barnabé demonstra ser um verdadeiro conselheiro, mentor, ou uma ajuda na hora certa. Barnabé viu o que ninguém foi capaz de ver, ele viu em Paulo um homem convertido, e que dizia a verdade. Através do testemunho de Barnabé e de sua defesa em favor de Paulo, os apóstolos permitiram a entrada de Paulo na igreja e em Jerusalém para pregar o evangelho.

Após treze anos desse fato, vemos o contexto do evangelho sendo pregado em Antioquia, e uma grande demanda. Quem iria ser enviado para lá? Com uma experiência transcultural, madura e conselheira? Esse homem era Barnabé! Existia uma certa preocupação da igreja em Jerusalém por causa das conversões dos gentios, e por causa disso, Barnabé foi enviado. Para maiores informações sobre isso, leia a narrativa em Atos 11.22-26.

Para encerrar essa parte, cito o capítulo 15 do livro de Atos e o versículo 37, onde Lucas narra os planos para a segunda viagem missionária de Paulo junto com Barnabé e sua equipe. Somos informados que Barnabé aconselha Paulo que levem João Marcos, primo de Barnabé. Paulo não concorda, pois João Marcos tinha desistido da primeira viagem, e tinha abandonado eles. Paulo e Barnabé discutem sobre a questão.

Cada um segue uma rota diferente. Paulo e Silas vão para uma região, e Barnabé e João Marcos para outra. Mas, o que nos chama atenção nessa história é a firme convicção de Barnabé em não desistir do ministério de João Marcos. Marcos se tornou um grande pregador, a bíblia tem um livro que leva seu nome, o evangelho de Marcos.

Deus trabalha mesmo através dos conflitos, nem sempre concordamos com muitas coisas como cristãos. Mas os problemas são resolvidos quando aceitamos as diferenças e permitimos que Deus faça a sua vontade. Anos depois dessa história vemos Paulo reconhecendo o ministério de Marcos, em sua segunda carta escrita a Timóteo no capítulo 4.7, onde ele diz: Traga Marcos, porque ele me é útil para o ministério. Se não existisse Barnabé, no cenário bíblico, talvez não tivesse existido o ministério de Paulo, suas cartas, e o ministério de João Marcos também não existiria, nem o evangelho que leva seu nome.

Características de um mentor idôneo

David Edward, citando uma citação do século II de Clemente de Alexandria, que cita a presença de Barnabé entre os 72 discípulos enviados por Jesus em Lucas 10.1-12,16, fala as características que esse grupo tinha:

Trabalho em equipe
Visão: enxerga a colheita e a necessidade de levantar obreiros
Oração: coloca-se diante de Deus antes de iniciar o ministério
Coragem: vai a frente, sem receio, mesmo ciente de que está como ovelha entre lobos e de que haverá batalha
Fé e estilo de vida simples: não se preocupa com dinheiro, bagagem e outros recursos, mas permanece na dependência de Deus
Pessoa de paz: estende e reconhece a paz (shalom), a harmonia
Pessoa que se relaciona: estabelece-se numa casa, numa família, finca raízes. Não apenas parece boa, mas de fato é boa e íntegra
Pessoa do Reino de Deus: é submissa ao Rei e por isso tem autoridade
Discernimento: percebe que compartilha o que mesmo espírito
Humildade suficiente para receber: consegue depender de outros com graça
Capaz de lidar com conflito: Fala a verdade quando necessário e enfrenta a rejeição sem levar para o lado pessoal.

Segundo o escritor, essas constituem algumas qualidades que de fato caracterizavam Barnabé, como mentor idôneo que foi.

Conclusão

Diante de tudo que foi dito, cabe a nós refletirmos melhor sobre o aconselhamento pastoral, sobre os nossos líderes e autoridades eclesiásticas. Infelizmente, existem muitos líderes que não sabem administrar os conflitos de quem está necessitado e que precisa de uma ajuda. É um fato comprovado, que alguns “pastores” não sabem mentorear, aconselhar e nem muito menos cuidar de uma ovelha ou um membro de sua igreja, por isso, precisamos orar a Deus e acreditar no trabalho daqueles que ainda se esforçam nesse sublime ministério. Em futuras postagens, pretendo tratar outros temas específicos sobre o aconselhamento pastoral. Deus abençoe a todos, amém!

Fontes:

Bíblia Sagrada Almeida Século 21.

Paulo e sua Teologia, 2 edição, organizador: Lourenço Stelio Rega, editora Vida.

3 comportamentos de alguns teólogos nas redes sociais

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Por Carlos Roberto

Nos dias hodiernos, cresce assustadoramente a comunicação digital. Hoje, conversamos com o mundo inteiro através dos mais variados recursos digitais. Esse post, é uma reflexão sobre o universo digital e o teólogo cristão. Infelizmente, muitos dos nossos jovens teólogos não conseguem se comportar corretamente na rede social.

Já adianto, que o teólogo, que tem uma função altamente comprometida com as verdades bíblicas, precisa ter cautela, moderação, prudência e principalmente um bom testemunho nas mais variadas conversas e debates na rede social.

Ora, na minha opinião, as disciplinas teológicas que mais se destacam nos debates entre os cristãos são a soteriologia, a escatologia e a apologética, e nesse contexto de diálogos, debates e conversas, percebo pelo menos três coisas no comportamento desses irmãos: Ofensas, desrespeitos e obscenidade, a turma do copia e cola e aqueles que realmente dão uma contribuição para a teologia.

Ofensas, desrespeitos e obscenidade 

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Algumas vezes, quando entro no meu feed de notícias, presencio um péssimo comportamento, de alguns irmãos que se dizem amantes da palavra de Deus e das verdades teológicas. No calor do debate sobre um determinado assunto, irmãos xingam outros irmãos a até falam palavras obscenas.

O teólogo cristão, precisa ser verdadeiramente um cristão nascido de novo, e não perder o essencial, que é seu testemunho. A verdadeira teologia é aquela que praticamos não é mesmo? Ora, estar nas redes sociais não é uma brincadeira de criança. Muito pelo contrário, é uma coisa séria, e essa seriedade, requer prudência e controle.

É uma grande perca de tempo debater com um irmão em Cristo no espírito da agressão e do desrespeito. É preferível se isentar do que pecar! Infelizmente, nossa geração de jovens teólogos quer justamente o contrário, quer debater mais, e até mesmo agredir com palavras torpes. Oremos, para que nossa juventude teológica amadureça!

A turma do copia e cola

Você já ouviu falar na geração CTRL+C, CTRL+V? Pois é, a turma do copia e cola e que não cria nada. A geração digital com sua modernidade comunicativa é assim, e essa é uma característica do nosso tempo moderno. Olhando a teologia nas redes sociais, vemos vários irmãos assim, que somente copiam e colam o que outros dizem.

É impressionante a falta de sabedoria e conhecimento de alguns irmãos, postam frases, citações e até mesmo textos sem citar as fontes. Isso é muito grave! Na verdade, falta personalidade, criatividade e inteligência na vida destes jovens teólogos. Ora, alguns até se aventuram neste mundo dos blogs.

Aqueles que realmente contribuem para a teologia

Por mais que a situação seja preocupante, ainda existe gente boa nas redes sociais, ainda existem irmãos que se esmeram no compartilhamento de ótimos conteúdos para a edificação espiritual. Conheço muitos irmãos, sejam jovens ou mais experientes, que possuem blogs, e também anônimos, que dão uma grande contribuição para o entendimento da palavra de Deus e para a teologia cristã. Em um futuro artigo, pretendo elencar os meus blogs favoritos e recomendáveis, mas para encerrar esse texto, penso eu que cada um de nós precisa fazer sua parte, testemunhando a Cristo e compartilhando a teologia com prudência e equilíbrio.

A letra mata! A exclusão da teologia no contexto evangélico e contemporâneo. (post atualizado)

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Por Carlos Roberto

Venho por meio deste texto tratar de um assunto muito sério e atual. É realmente preocupante, que ainda existam crentes que usam de todos os artifícios e citações bíblicas fora de contexto para afirmarem seus posicionamentos contra a teologia. Historicamente, o estudo teológico sempre foi visto com muita desconfiança na Assembleia de Deus e isso remete a distorções das Escrituras e como no caso em questão, as palavras de Paulo em sua segunda carta a igreja de Corinto.

Um problema histórico

Antes de explicar a interpretação correta da expressão a letra mata, e algumas características dos crentes que se comportam assim, rejeitando a teologia e o estudo bíblico, abordo o quesito histórico.

Em uma postagem anterior, expus o analfabetismo bíblico, como um fator preocupante na história da pregação assembleiana. Infelizmente, esse sempre foi nosso problema, o medo de perdermos nossa espiritualidade ou nossa comunhão com Deus por causa do estudo teológico.

Na AD, sempre houve líderes contra e a favor da teologia, com grandes debates acalorados em convenções e até artigos lançados nos principais periódicos editoriais como o Boa Semente, o Som Alegre e o Mensageiro da Paz, que é uma fusão destes dois. Segundo Clayton Pormmerening:

A visão positiva em relação à educação nas Assembleias de Deus no Brasil é um evento recente que começa a tomar forma e força, impondo-se sobre as compreensões e ideias contrárias até então presentes. Durante muitos anos, em sua fase de consolidação, houve forças contrárias à educação teológica formal, o que pode ter preservado esta igreja de algumas racionalidades que poderiam ter esfriado o movimento. Por outro lado, trouxeram prejuízos aos quais cabem reparos. Quais os principais fatores da rejeição teológica que este movimento enfrentou? Quem foram seus defensores e opositores? Quais discursos fizeram e fazem parte da disputa por racionalidade teológica e não racionalidade experiencial? [1]

Não é a minha intenção responder essas perguntas, pois isso requer muito tempo, e o escritor elenca em sua tese, ótimas respostas com fontes seguras. O melhor a fazermos hoje é refletirmos nos erros de nossos antepassados e encararmos a dura realidade de que levamos muito tempo para cair a ficha. Por causa de muito radicalismo, fanatismo religioso, inveja, conflitos de líderes e o uso da costumeira frase pejorativa fábrica de pastores, a AD perdeu e muito. Naqueles tempos, qualquer obreiro que estudava na tal fábrica de pastores corria sérios riscos. Claro isso era defendido pela turma que defendia que a teologia prejudicava o pentecostalismo e a vida espiritual. Para maiores informações sobre isso, cliquem aqui.

Interpretando a expressão bíblica a letra mata

A norma áurea, da hermenêutica e da exegese é essa: a bíblia explica a própria bíblia. O texto sem contexto é pretexto para heresias. Ora, 2 Coríntios 3.6 é um versículo isoladamente usado para afirmar que a teologia prejudica a vida espiritual do crente.

As epístolas paulinas, foram escritas dentro de um contexto de necessidades eclesiásticas e situacionais. 2 Coríntios, foi uma carta escrita para a defesa do apostolado de Paulo entre os anos de 55, 56 ou 57 D.C. Na ocasião da escrita, possivelmente Paulo se encontrava na Macedônia.

O capítulo 3, é uma explicação paulina da excelência e supremacia do ministério da nova aliança. A letra, palavra essa que Paulo cita, no versículo 6, não se relaciona com o estudo teológico. A própria vida de Paulo é oposta a isso! Paulo era um erudito, conhecia a fundo o hebraico, o grego e o aramaico, ele foi um judeu bem respeitado que estudou aos pés de Gamaliel, foi um dos principais fariseus e depois de convertido um dos doutores da igreja (At 13.1).

Seria muito estranho se o apóstolo dos gentios ensinasse uma coisa que não se encaixava em sua biografia e em sua vida não é mesmo?

Bom, e o texto? E jargão a letra mata? Tem respaldo bíblico? A resposta é um sonoro não! Não vou entrar nos pormenores exegéticos no momento, mas somente dar uma rápida explicação simples. Segundo a bíblia de estudo aplicação pessoal:

A frase “a letra mata, e o Espírito vivifica significa que tentar ser salvo mantendo as leis do AT terminará em morte. Somente crendo no Senhor Jesus Cristo uma pessoa pode receber a vida eterna por meio do Espírito Santo. Ninguém, exceto Jesus cumpriu a lei perfeitamente. Desde modo, o mundo inteiro está condenado à morte. A lei faz as pessoas perceberem seu pecado, mas não pode dar vida. Sob a nova aliança, que significa promessa ou acordo, a vida eterna vem do Espírito Santo. O Espírito dá um novo viver a todos os que crêem em Cristo. A lei moral (os Dez Mandamentos) ainda aponta os nossos pecados e nos mostra como obedecer a Deus, mas o perdão vem somente pela graça e misericórdia de Cristo (ver Rm 7.10 -8.2). [2]

Já deu para notar que isso não tem nada a ver com uma rejeição a teologia? Esse pessoal precisa ler mais a bíblia e frequentar a escola dominical

Os motivos do comportamento de alguns crentes atuais rejeitarem a teologia

Depois de abordar a questão da história e do versículo bíblico, usado por quem é contra a teologia, passo a explicar as causas comportamentais dos crentes de hoje em dia agirem assim, em uma rejeição ao estudo teológico. Neste ponto, não vou especificar muitas coisas, mas expor minhas próprias impressões pessoais.

A maioria dos cristãos, que rejeita, o curso de teologia ou o estudo bíblico, não leem a bíblia, não frequentam a escola dominical, não vão aos cultos de doutrina ou de ensino em suas respectivas igrejas ou congregações.

A grande realidade, é que esses “crentes”, são problemáticos, rebeldes aos seus líderes e pastores. Eles não querem dar o braço a torcer, não querem aprender nada, preferem ir ao monte orar e buscar a “espiritualidade”, eles preferem achar que estão sempre certos.

Por incrível que possa parecer, ainda tem muita gente assim na AD, e mudar a mente desse pessoal não é uma coisa fácil. Oremos!

Conclusão

O grande teólogo Jacó Armínio, que deu uma grande contribuição para a reforma protestante na Holanda no final do século XVI e início do século XVII, dizia que a finalidade da teologia era abençoar o homem. Quem dera, se todos os cristãos de hoje entendessem isso!

A demanda do discipulado teológico requer muita dedicação, os mitos e as fantasias contra o estudo teológico precisam cair por terra, e cabe a mim e a você caro leitor, essa honrosa tarefa. Cursos de teologia existem aos montes, as editoras também estão aí, com obras de Todo tipo de assunto. Talvez, o que realmente precisamos são iniciativas e objetivos bem estabelecidos. Seria muito pertinente, se todo pastor ou líder cristão incentivassem os crentes a estudarem a bíblia a teologia, mas infelizmente precisamos sermos realistas, isso não acontece.

De qualquer forma, eu louvo a Deus, pela vida de muitos irmãos, e maioria deles jovens, pessoas que talvez não sejam conhecidas nos altos escalões convencionais eclesiásticos, que são excelentes teólogos, são anônimos, mas estão no mesmo nível e patamar de muitos doutores, mestres e escritores. São inúmeros blogs, sites e páginas nas redes sociais, de crentes não conhecidos na perspectiva teológica literária que ajudam outros a compreenderem melhor os assuntos teológicos.

Encerro por enquanto esse assunto, mas é preciso debatermos mais essa questão, e tentar de todas as formas excluir essa tradição que ainda assola a AD, de que a teologia esfria o crente ou prejudica sua vida espiritual.

Deus abençoe a todos!

Fontes:

[1] Pommerening, Claiton Ivan. Tese de doutorado – Fábrica de pastores: interfaces e divergências entre educação teológica e fé cristã comunitária na teologia pentecostal (Escola Superior de Teologia/São Leopoldo).

[2] Bíblia de estudo aplicação pessoal, versão Almeida Revista e Corrigida, edição de 1995. CPAD.

Aprendendo lições com a mentira de Ananias e Safira

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Por Carlos Roberto

Caros leitores, dessa vez, vamos refletir um pouco no capítulo 5 de Atos, na parte narrativa que fala sobre a história de Ananias e Safira. Do versículo 1 ao 11, Lucas narra um exemplo do que Deus precisou fazer para despertar o temor no início da igreja primitiva. Muitas indagações e perguntas, são feitas sobre o ocorrido, mas de qualquer forma, precisamos entender que o casal recebeu uma justa retribuição como consequência de seu ato enganoso, vil e profano. Quais as implicações praticas, e quais as lições que podemos aprender hoje? Bom, na última parte desse artigo, pretendo responder, mas a princípio, podemos nos lembrar as palavras paulinas em Gálatas 6.7, “não vos enganeis: Deus não se deixa zombar. Portanto, tudo o que o homem semear, isso também colherá.

Infelizmente, vemos em nosso tempo que muitas pessoas na igreja fazem de tudo para obter o poder, o reconhecimento e o prestígio. Isso é muito perigoso! Na verdade, esse padrão de conduta é mundano e não se encaixa nos princípios bíblicos. Leia Provérbios 21.28 e 1 Timóteo 4.2. Para entendermos melhor o contexto, precisamos considerar algumas coisas.

A voluntariedade na igreja primitiva

Percebemos que naquele tempo, não existia um padrão ou uma norma para contribuições financeiras. O que realmente contavam eram a generosidade e a voluntariedade. Tudo era compartilhado em comum, ninguém se sentia que era dono de coisa alguma, pois existia o espírito do temor. Naquela época assim como hoje, existiam pessoas que contribuíam com ofertas maiores, e talvez isso tinha uma repercussão mais estendida. De qualquer forma, precisamos entender que a igreja primitiva vivia em uma crença que Jesus logo retornaria.

Um fato importante, era o respeito e a admiração que o ofertante tinha perante os crentes. Isso é uma coisa normal e natural em qualquer época, mas não era um propósito. Quem ajudava, não buscava um reconhecimento perante os apóstolos e a igreja primitiva, isso nos faz lembrar de Barnabé. Já falamos sobre ele aqui no blog.

Barnabé, era um respeitado líder na igreja, um levita de nascença, era primo de João Marcos, que escreveu o segundo livro do NT que leva o seu nome. Lucas nos conta, em Atos 4.37, que Barnabé tinha propriedades em Chipre. O mesmo vendeu e depositou o dinheiro aos pés dos apóstolos.

Um plano bem sórdido e bem elaborado

Possivelmente, Ananias e Safira vendo a contribuição de Barnabé ou outros crentes e o devido reconhecimento, cobiçaram com um plano sórdido e bem elaborado a honra e o prestígio. Talvez, o casal era fiel a Deus e a Cristo e tinham um bom testemunho diante da comunidade cristã, mas eles não podiam deixar passar a oportunidade de serem conhecidos publicamente entre os apóstolos e a igreja.

Verdadeiramente, o diabo encheu o coração do casal de inveja e cobiçosa honra. Assim, venderam a propriedade que eles tinham, mas retiveram parte do preço, porém estavam contribuindo como se tivessem destinado todo o valor da venda. Ou seja, o casal concordou em mentir!

Atualmente, muita gente pensa como eles da seguinte forma. Essa mentira não vai prejudicar ninguém, vamos ajudar a igreja, vamos ter prestígio, honra e reconhecimento. Eles agiam pensando que não ia dar nada. Grande engano! Pois logo vieram as consequências.

Eles mentiram para Deus

Muitos pontos são levantados sobre a mentira de Ananias e Safira. Eles blasfemaram contra o Espírito Santo? Porque Deus os executou? O pecado deles foi muito grave? Por que pessoas mentem atualmente e não morrem?

Tentarei responder esses questionamentos rapidamente e de uma forma simples. Quando Ananias depositou aos pés dos apóstolos e da igreja sua contribuição, ele estava passando uma imagem de um bom homem, o que na verdade não era. Pois estava dando a entender que ofertava o valor integral ou total da sua propriedade.

Ele não tinha nenhuma obrigatoriedade de ofertar o valor total da sua propriedade, mas precisava ser honesto. O problema não era a oferta, mas o ofertante, o problema não era o valor, mas as motivações. Não houve blasfêmia nesse caso, nem sonegação, mas uma clara mentira contra o Espírito Santo, acerca daquele fato, o qual revelou a Pedro. Precisamos como crentes em Cristo, praticar os preceitos bíblicos, isto é, servir a Deus em verdade. O casal viveu oposto disso.

A falta de temor, a mentira, o engano foram coisas repugnantes aos olhos de Deus. Ananias e Safira, ignoraram que Deus vê tudo, sabe tudo e conhece tudo. Ele é onisciente. Muita gente hoje em dia fala sobre evitar o pecado para não entristecer o Espírito Santo, mas esquecem que o pecado é uma afronta e um insulto.

A mentira e o engano, serão a causa e os fatores preponderantes, nos quais muitos crentes irão para a perdição e para o inferno. Entenda caro leitor, a verdade é uma coisa oposta a mentira, e o nosso Deus é a própria verdade.  Ananias e Safira, procuraram coisas boas pelos motivos errados. Faziam a coisa certa que era o contribuir, mas com intenções sórdidas. E Não imaginavam a gravidade de afrontar Deus e sua obra.

As consequências da mentira

Todo pecado gera consequências. É a lei da semeadura que abordamos no início. Em Atos 5. 3, Pedro diz: Ananias, por que Satanás encheu o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo? Ele não estava mentindo a Pedro ou a Igreja naquele momento e isso pareceu grave. Diante de tais exortações, se Ananias caísse tonto ou desmaiado já seria um castigo horrendo e causaria temor, imagine ele caindo e expirando, por isso ninguém ousou dizer coisa alguma, apenas presenciaram com temor e calados o que acontecera.

Imagine, se um líder cristão, ou um pastor fizesse coisa semelhante hoje em dia. Talvez ele seria taxado de radical, fanático ou muito severo. Porém, o servo de Deus só amaldiçoa aquele que Deus amaldiçoa. Caso contrário, a sentença não surtiria efeito.

A esposa e cúmplice de Ananias, compactou em tudo com seu marido no plano de tentar enganar a Deus, mas ela também pagou muito caro. Por causa do temor e da gravidade do que ocorreu com seu marido, Safira talvez ficou sem saber o que aconteceu com seu marido.

Porém, quando ela se deparou Pedro, após três horas, o apóstolo a indagou da mesma forma que o marido, e com as mesmas perguntas. Diz-me, vendestes por tal quantia aquele terreno? E ela respondeu: Sim, foi por essa quantia. Ela repetiu o mesmo valor dado pelo marido e Pedro a repreendeu severamente, e assim como Ananias, Safira morreu.

Lições aprendidas

A primeira lição, é o temor que pairou sobre todos. Os crentes, ficaram atemorizados com o que ocorreu com o casal. Aqueles que não participavam da igreja, também ficaram sabendo das notícias. Ninguém comentava nada contrário, mas hoje em dia? Distante de tais fatos pelo tempo, teria Deus sido tão severo?

Temos que entender, uma coisa fundamental. A mentira, é uma violação dos princípios divinos, que em outras ocasiões, Deus pode até mostrar uma certa tolerância, mas penso eu que nesse caso em particular, o casal sabia o que estava fazendo, e com tais atitudes estariam manchando a igreja que estava em seu início e pós-nascedouro. Deus em sua soberania não tolerou e provocou a morte de Ananias e Safira para servir como exemplo a todas as gerações da igreja de Cristo.

A segunda lição, é a que não devemos agir como se Deus não nos visse. Deus é amor e graça, mas é soberano e um justo juiz. Ele é onisciente. Aqueles que usam de engano, não servem a Deus e nem podem permanecer na congregação dos justos. Nadabe e Abiú, são um exemplo claro disso.

A terceira lição, seria que não devemos pensar que podemos nos esconder de Deus. Muitas pessoas, se escondem debaixo de um falso manto de piedade, santidade e de religiosidade, querendo parecer bons aos olhos dos homens e da igreja. Muita gente faz isso, inclusive obreiros, que usam o púlpito para ensinar e pregar a palavra, mas interiormente Deus, que sonda nossos corações, os vê cheios malícia. Para Deus, não existem capas, isto é, tudo ele revela e esclarece.

Conclusão

Muitas, são as lições, que aprendemos com esse relato bíblico. A igreja contemporânea precisa ler e reler Atos capítulos 4 e 5 para compreender como eram as coisas inicialmente. Como estamos distantes daqueles tempos! O poder, o status, a vida boa, o reconhecimento e a aceitação social são as coisas que a maioria dos crentes querem. Poucos querem servir e viver uma vida de verdade e de honestidade diante de Deus e dos homens.

Podemos até esconder nossas reais intenções, assim como o casal Ananias e Safira por algum tempo, mas será que escaparemos ante olhar perscrutador de Deus, que são como chamas de fogo? Para Deus dia e noite não são a mesma coisa? Quem é que pode escapar de suas mãos? Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.

Encerro por aqui, Deus abençoe a todos!

Fontes: Revista jovens e adultos, dominical, Atos dos Apóstolos – apregoando valores e testemunho que devem nortear a igreja atual. 1 trimestre de 2011, ano 21, número 78. Editora Betel.

Bíblia Sagrada – Almeida Século 21. 2 edição revista e atualizada conforme o novo acordo ortográfico. Editora Vida Nova.

Judaizantes modernos: viagens para Israel, festas, celebrações judaicas e os extremismos

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Por Carlos Roberto

Caro leitor, você deve lembrar que já tratamos disso aqui no blog, mas neste texto, pretendo abordar outras características deste movimento. Como cristãos e participantes da igreja de Cristo, temos que ficar atentos sobre os fatos referentes a Israel: notícias, histórias que comprovam os fatos bíblicos, etc. Temos que orar pelos Judeus, para que conheçam a verdade (que Jesus Cristo é o messias prometido nos escritos do Antigo Testamento, e que o cumprimento das profecias bíblicas do Antigo Testamento, se cumprem, em o Novo Testamento).

A bíblia é clara no livro dos Salmos, sobre o papel de interceder e desejar o bem para Israel. No Salmo de número 122 o versículo 6 diz o seguinte: Orai pela paz de Jerusalém! A palavra paz, no uso bíblico quer dizer: perfeição, plenitude, contemplação, e saúde, isto é, uma paz dinâmica e frutífera.

Todo estudante de teologia, que estuda exegese, hermenêutica, contextos históricos e literários das Escrituras Sagradas, tem que estar atento a cultura do povo judeu, sua história, seus costumes, suas festas e celebrações, etc. Diante destes fatos, temos que ter somente cautela com relação a alguns fatos:

Israel, tem uma importância histórica para o povo judeu

Partindo deste ponto, precisamos entender que essa importância é fundamental para entendermos a história da humanidade e do próprio cristianismo em seu pós-nascedouro.  Infelizmente, essa turma que quer buscar as raízes hebraicas da fé cristã, exageram na medida, com extremismos, ignorância e fanatismos. Eles idolatram Israel! Se apegam a um misticismo pernicioso e doentio, com viagens a “terra santa” e com um legalismo judaizante.

Não é pecado o crente conhecer Israel e os lugares onde ocorreram os eventos bíblicos, mas precisa existir uma moderação e um entendimento melhor sobre isso, pois na verdade, Israel não é a terra santa, a importância dos locais onde ocorreram as narrativas bíblicas são importantes a nível de conhecimento e história. Muitos pastores e celebridades do mundo gospel fazem várias viagens a Israel, para batizarem novos convertidos a fé no rio Jordão. Que absurdo! Esses precisam ler e compreender melhor a bíblia. E por falar em bíblia, a mesma fala que existe somente um só batismo, mas a coisa está tão feia que essa gente não quer saber disso. Oremos!

Festas judaicas e celebrações

Nesse ponto, não vou dizer muita coisa, mas é um fato preocupante o que tem ocorrido em muitas igrejas que outrora eram ortodoxas e pautadas pelos princípios bíblicos. Nelas vemos todo tipo referência ao culto judaico, a exposição de candelabros, danças típicas dos judeus, etc. O que esse pessoal precisa entender, é que tanto os sacrifícios da antiga aliança, bem como as comemorações e festas judaicas, eram somente sombras, e símbolos que apontavam para a nova aliança. Portanto, temos que ficar com o que o Novo Testamento tem a dizer sobre isso. Qualquer dúvida por parte do estudante da bíblia, é só analisar a carta anônima aos hebreus, em o Novo Testamento.

Conclusão

O assunto em questão, é uma coisa muito séria. Os apologistas cristãos, precisam urgentemente tratar disso em suas abordagens e defesas de fé. Esse movimento herético, tem desviado muitos da verdade bíblica e do caminho de Cristo. Os líderes do movimento raízes hebraicas e do movimento judaizante atual, fazem de tudo para ganharem mais adeptos, e muitas igrejas tem sentido o efeito disso. Fica aqui o alerta para líderes e pastores! Para aqueles que querem aprofundar mais o tema, e defender a fé, aconselho a continuarem acompanhando o blog. Esse movimento tem várias ramificações e vertentes, e todo cuidado é pouco. Em futuros textos, pretendo tratar com mais detalhes essa temática. Deus abençoe a todos e até a próxima!

Reflexões sobre o culto de Caim

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Por Carlos Roberto

Gênesis capítulo 4 é um texto bastante pertinente para compreendermos as atitudes comportamentais em um culto. O objetivo do meu texto é somente trazer uma reflexão aos meus leitores sobre a oferta de Caim, que é muito semelhante a atitude formal e egocêntrica de muitos cristãos atualmente, que pensam que estão adorando a Deus, e a Cristo, mas que na verdade estão prestando um desserviço ao Reino de Deus.

O personagem Caim, que é o filho primogênito de Adão e Eva é polemizado na mente, e nos argumentos de muitos crentes desinformados, e apegados a lendas, e mitos. Sobre isso, recomendo um artigo de um blog parceiro.

Mas afinal de contas, qual o motivo de Deus não ter recebido a oferta de Caim, e ter recebido a oferta de Abel? Já adianto aos meus 31 leitores que a problemática na liturgia de Caim não estava na oferta. Pretendo fazer pelo menos 4 considerações reflexivas sobre esse assunto.

Como era a vida de Caim perante Deus?

Ora, Caim representava isso: O pensamento humano em oposição à revelação divina; a vontade humana em oposição à vontade divina; o orgulho humano em oposição à humildade que Deus requer; o ódio humano em oposição ao amor divino; a hostilidade humana em oposição à comunhão divina.

Fica bem claro para você caro leitor, os motivos de Caim ter sua oferta, culto, e liturgia rejeitados por Deus. Além disso, as palavras do Apóstolo João, de sua primeira epistola, no capítulo 3 versículos 11 ao 12 são muito necessárias para entendermos melhor a atitude comportamental de Caim:

“Porque a mensagem que ouviste desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros, não como Caim, que era do Maligno e matou seu irmão. E por que o matou? Porque suas obras eram más, e as de seu irmão eram justas”.

O que Jesus disse sobre nossas ofertas?

“Portanto, quando apresentares tua oferta no altar, se ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa diante do altar a oferta e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; depois vem apresentar a oferta”. (Mateus 5.23-24).

Voltando para o capítulo 4 do livro do Gênesis, fica claro no contexto bíblico que Caim teve a oportunidade de se arrepender, de voltar atrás em sua atitude invejosa, e egocêntrica com relação ao seu irmão Abel. Deus exortou, e até encorajou Caim a tomar uma postura, e ter uma nova chance de cultuar a Deus da maneira certa e obediente conforme a vontade do criador.

O que Paulo disse sobre o culto?

“Portanto, irmãos, exorto-vos pelas compaixões de Deus que apresenteis o vosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”. (Romanos 12.1)

Paulo, o Apóstolo dos Gentios, exorta a igreja romana a ter uma postura firme com relação a Deus e a adoração litúrgica. O culto racional é o culto inteligente, prudente, e pautado pelos princípios bíblicos da palavra do eterno Deus. Outra coisa, culto não é só emoção, é razão e reflexão também. O versículo 2 do capítulo 12 de Romanos, fala uma coisa interessante:

“E não vos amoldeis, ao esquema desse mundo”. (Romanos 12.2).

Atualmente, muitos cristãos se amoldam ao sistema reinante no mundo, que é: Rebelde, profano, pecador, e que inverte totalmente o ideal de Deus para o ser humano. O cristão que quer ser um adorador verdadeiro, precisa ter sua mente renovada pela palavra de Deus, e rejeitar as oferendas do maligno.

Considerações finais

Eu poderia dizer mais sobre esse tema tão maravilhoso. Um dos assuntos que eu mais aprecio na teologia cristã, é a liturgia. Se olharmos para a própria bíblia, e para o contexto da igreja primitiva, os cristãos antigos seguiam uma ideia de culto muito forte, que remetia a grandes resultados na vida devocional. Nos escritos pós-apostólicos, a liturgia, culto, e adoração continuaram firmes. E com o desenrolar da história do cristianismo, da igreja, e da liturgia vemos homens e mulheres comprometidos com o Reino de Deus, e com Cristo.

Uma coisa preocupante, é que na história do antigo Israel, bem como na Igreja Primitiva existiram pessoas como Caim. E hoje? Bom, atualmente a situação é mesma. Muitos crentes vão a igreja com todo tipo de sentimento, com ódio no coração, com questões familiares para resolverem, julgando o pregador que vai expor o sermão, e pior, com uma atitude de revolta e rebeldia contra a liderança pastoral da igreja. Uma outra característica dos nossos cultos contemporâneos é justamente o egocentrismo, orgulho, e a inveja, na vida daqueles que deveriam ser exemplo para o Corpo de Cristo.

Atualmente, muitos a semelhança de Caim, querem ser os melhores em tudo, querem se destacar, e estarem nos mais primeiros lugares das fileiras do ministério cristão. Não é isso que a palavra de Deus ensina, muito pelo contrário. A posição que mais se coaduna com o Novo Testamento, é o servir. Todo obreiro, pastor, pregador, teólogo, ou quem quer que seja precisa entender que o dever cristão está relacionado a obediência do serviço, e cabe a cada um de nós não sermos invejosos, orgulhosos, e revoltados como Caim.

Fontes: Bíblia Sagrada Almeida Século 21. 2 Edição Revisada e Atualizada Conforme o Novo Acordo Ortográfico. Edições Vida Nova.

Bíblia Shedd – Antigo e Novo Testamento, Traduzida Por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Segunda Edição. Edições Vida Nova.