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Daniela Araújo: um tema propício para nossa reflexão

Daniela-Araújo

Por Carlos Roberto

Esse é o assunto do momento! Não quero aqui, me delongar na história. Mas a famosa cantora gospel, que teve um recente áudio vazado, expondo sua dependência nas drogas, remete-nos a pensar, como tratamos as pessoas que passam por problemas e conflitos.

Ora, para ser bem sincero, eu não conheço muito bem a tal e suas músicas. Ela, tem contrato com uma das maiores gravadores do país, mas essa, não é questão a ser considerada aqui.

Independente, do comprometimento da cantora, com os princípios bíblicos, precisamos entender que ela precisa de uma restauração em sua vida. Tenho visto, nas redes sociais, muitos ataques a mesma, a condenando, a julgando e dizendo absurdos.

Infelizmente, tem muita gente má, no contexto evangélico atual, que pensa, que é isenta de errar um dia, de cair, apostatar da fé ou passar por semelhante situação. Fiz questão de ver, em muitos sites de notícia, muitos “crentes”, desejando coisas ruins para a Daniela Araújo.

Pergunto: que cristianismo é esse? Será que realmente amamos o próximo? Ser igreja, é amar, é perdoar, curar a ferida. Claro, a disciplina e a correção, são de suma importância para o processo de restauração, mas tem gente em nosso meio, que pensa que é juiz e dono da verdade.

Não sou nenhum hipócrita, ou conformado com o que ocorre no mundo gospel. Sei muito bem, que existem alguns astros da música cristã que são verdadeiros aproveitadores e comprometidos somente com o cachê ou com o mercado.

O que realmente eu quero frisar, é que se alguém, como no caso da Daniela, ou qualquer outra pessoa, conhecida ou não no contexto evangélico e cristão, quiser mudar e ter um comprometimento com Cristo, isso é possível através da graça de Deus e do evangelho, e nosso papel, é aconselhar, orar e apontar o erro com amor.

Enfim, o que houve com ela, pode acontecer comigo e com você. Afinal de contas, quem somos nós? Somos eternos dependentes da misericórdia de Deus e ponto final. Pense nisso!

 

Uma breve reflexão sobre a epístola paulina aos Filipenses

A letra mata-

Por Carlos Roberto

Caro leitor, quando lemos a carta de Paulo escrita aos Filipenses aprendemos muitas lições importantes. Essa epístola paulina faz parte do grupo de cartas escritas pelo Apóstolo dos Gentios na prisão, juntamente com Efésios, Colossenses e Filemom.

Diferentemente, de outros escritos, não vemos uma ênfase sistemática e teológica nessa carta, pelo contrário, esta é uma das epístolas mais pessoais de Paulo, onde vemos vários momentos de sua vida, principalmente a frequência da primeira pessoa do singular.

Paulo escreveu a um grupo seleto de amigos e companheiros do Evangelho e as marcas dominantes no escrito paulino são a alegria, a gratidão e o serviço, atitudes essas extraordinárias, quando vemos o contexto no qual Paulo estava inserido (a prisão).

Ora, segundo, a cronologia bíblica, e os estudiosos dos assuntos neotestamentários essa carta foi escrita provavelmente no ano 62 D.C, das próprias mãos do Apóstolo, e, diga-se de passagem, que muitas das cartas do Apóstolo Paulo foram escritas pelos amanuenses, ou escritores contratados.

Atualmente, vivemos um caos no testemunho cristão. Muita gente em nossas igrejas, são crentes nominais, suas vidas, são apegadas ao ódio e a murmuração. Um grande contraste, com Paulo e seus cooperadores na obra missionária.

E por falar nisso, uma das lições mais importantes, que noto nesse livro bíblico, é comprometimento de um ajudante de Paulo na causa do Evangelho, e em seu ministério missionário e apostólico.

Quando lemos Filipenses 2.25.30, vemos um homem chamado Epafrodito, um nome talvez não muito comum em nosso tempo, mas que nos remete realmente ao significado de sermos humildes no serviço cristão.

Diz o texto bíblico, que Epafrodito era cooperador na obra de Deus, companheiro de Paulo em suas lutas, e auxiliar das necessidades, características essas infelizmente não vistas, em nossa contemporaneidade cristã exclusivista, que não pensa na diaconia e nem muito menos em se dedicar realmente na obra de Deus com humildade.

Homens dispostos a fazer a obra de Deus como Epafrodito, infelizmente são poucos. Mas nós como Igreja de Cristo somos exortados a desempenhar como ele um bom Serviço Cristão.

Deus abençoe a todos! Até o próximo post.

Uma breve reflexão sobre o suicídio

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Por Carlos Roberto

Caro leitor, esse tema, tem sido debatido há alguns dias por causa de posicionamentos teológicos estabelecidos e afirmados com veemência. No meu entendimento, nas redes sociais, muita gente tem focado em vias erradas, para tentar dar uma explicação saudável sobre o pós-morte, que no caso em questão é o tirar a própria vida.

Tenho chegado a uma conclusão preocupante. Os cristãos, não sabem debater e dialogar no espírito da paz e da harmonia. Briguinhas bobas e infantis tem sido o foco de muita gente no facebook, que diz entender a bíblia e a teologia.

Em muitos posts, artigos e textos, tenho presenciado que alguns irmãos estão pensando somente em seu sistema e sua interpretação. O ego, a soberba, a ofensa e o desrespeito não irão solucionar nossos problemas. Mas essa turma, que diz saber tudo, prefere bloquear ou cancelar a amizade do que refletir sobre um assunto tão sério e preocupante.

Os índices e estatísticas, de pessoas que tiram a própria vida são alarmante e aumentam a cada dia. Será que os crentes atuais, estão preparados para lidar com isso? E a igreja? Que é chamada para pregar o evangelho e tirar os perdidos do erro e da perdição?

É justamente nesse ponto que eu quero chegar. Precisamos sermos mais tolerantes, sábios, maduros e principalmente inteligentes, para compreendermos as causas do sofrimento de determinadas pessoas que estão vivendo problemas de ordem comportamental.

O aconselhamento pastoral, precisa ser visto com mais ênfase em casos assim. Pergunto: será que sabemos o tipo de suicídio que estamos lidando? Apesar do entendimento que eu tenho, da obra única e exclusiva da graça de Deus, na vida de uma pessoa, tenho dificuldade em compreender certos casos, que prefiro me calar.

Deixe eu dar um exemplo prático. Os problemas, de ordem mental e psicológico são uma dificuldade dura. A depressão e outros temores, medos, angustias e incertezas humanas, são a causa de um provável suicídio. Quem sou eu, para dar um julgamento duvidoso? Prefiro o silêncio e reconhecimento de minhas próprias limitações humanas, do que dar um parecer e debater a questão com gente que pensa somente com a cabeça fechada, com o espírito da contenda e dentro da caixa.

O irmão Alcino Júnior, em seu blog, foi certeiro ao tratar a questão:

“E se ao invés de tantos ataques ideológicos, nos preocupássemos mais em discutir qual seria a melhor forma de ajudar as pessoas que estão passando por quadros de depressão? Creio que a alta qualificação dos envolvidos na disputa seria de grande valia para o Reino se fosse usada para agregar à igreja ao invés de apenas afagar seus próprios egos. ”.

Enfim, eu poderia falar mais, e aliás eu nem ia me pronunciar sobre isso no blog, mas a necessidade e a demanda falaram mais alto. A discussão e o debate sobre o suicídio, vão muito mais além do que calvinismo ou arminianismo e nós, precisamos entender isso. Temos que nos unirmos, da melhor forma possível e tentar tratar os inúmeros casos, de crentes em Cristo que conhecemos que estão passando por lutas interiores.

Encerro por aqui, mas deixo o link, do texto do irmão Alcino. Leia e reflita!

 

 

O perigo nos debates entre calvinistas e arminianos

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Por Carlos Roberto

Caros leitores, a mecânica da salvação, é um tema debatido há séculos dentro do contexto protestante e cristão. Em um post anterior, falamos aqui no blog sobre a unidade cristã na perspectiva teológica de Jacó Armínio.

Agora, pretendo deixar um alerta sobre os riscos desse debate, quando a ignorância, a falta de respeito, a militância e o ego exaltado são normas que precisam serem seguidas à risca para uma melhor identificação, segundo os adeptos desses conceitos errôneos e desprovidos de uma coerência bíblica e sadia.

Calvinistas e arminianos, podem ser bons amigos, mesmo discordando e debatendo teologia, mas essa simples explicação, não é seguida à risca por muitos deles. No meu feed de notícias, presencio muitas vezes, arminianos xingando, desrespeitando e até ameaçando calvinistas em longos debates. Claro, existem calvinistas que são intolerantes também. Aliás, esse texto serve para ambos.

O ponto onde exatamente eu quero chegar, é justamente o da maturidade cristã. No meu modo de pensar, a imaturidade está muito presente na vida desses irmãos. Ora, todos sabem que sou um arminiano clássico, mas isso, não me dá o direito ou a prerrogativa de ser inimigo dos calvinistas e reformados.

Até mesmo entre defensores de um mesmo posicionamento teológico, existem os intolerantes, imaturos e zombadores. Se um arminiano, se posiciona ou se identifica como de 4 pontos, é taxado por seus companheiros de liberal ou herético, e tem também os calvinistas que adoram dizer que Armínio foi pelagiano ou semi-pelagiano, se um outro calvinista mais moderado, que leu as obras de Armínio e conhece bem os conceitos básicos da teologia arminiana discorda, é taxado de bobo, ou em cima do muro.

O grande perigo, nos debates teológicos, e principalmente entre calvinistas e arminianos, é falta de amor ao próximo. Discordar, faz parte da teologia e isso está longe de terminar, mas é preciso equilíbrio, koinonia, paciência, amor e maturidade.

Por causa dessas coisas, criei tempos atrás a página Armínio Hoje no facebook, para tentar compartilhar aquilo que sei para outras pessoas e provar, que esse sentimento popular do arminianismo contemporâneo e anti-calvinista, é perigoso e doentio. A teologia arminiana, não é somente defesa e ataque, muito pelo contrário, sua gênese e prioridade é o amor de Deus revelado na pessoa de Cristo e a atuação da graça de Deus, que restaura o arbítrio humano danificado pela queda.

Uma outra página, parceira e que segue a teologia de Armínio com responsabilidade e moderação, é a página Arminianismo Sem Zueira.

Enfim, todo cristão, que estuda teologia, precisa praticar a mesma, e não pensar que é melhor do que os outros somente por causa de sua forma de interpretar a bíblia ou assuntos pertinentes ou relacionados a ela. No passado, muita gente sofreu com isso, e hoje não é diferente, mas eu e você, somos exortados a mudar isso, através de atitudes honestas, maduras e respeitosas com nossos irmãos de fé, mesmo eles sendo de outras confissões ou posicionamentos teológicos.

Deus abençoe a todos! Em um momento oportuno, retorno novamente com esse assunto no blog. Compartilhe esse post com seu amigo calvinista ou arminiano.

Armínio e a unidade cristã

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Por Carlos Roberto

Historicamente, Jacó Armínio foi muito perseguido por seus opositores. Ele foi acusado de muitas heresias e também lhe foi atribuída muitas inverdades. O que me impressiona realmente, é seu lado pratico de sua teologia.

Armínio, prezava pelo amor ao próximo e pela união dos cristãos, apesar das diferenças. Segundo Dave Hunt, “Armínio foi um cristão consistente em seus escritos, e gentil e atencioso em seu tratamento com os outros”. [1]

Uma prova disso, vemos em sua Declaração de Sentimentos. Apesar de discordar de Gomaro e seu supralapsarianismo, Armínio soube debater a questão da predestinação sem atacar.

Jacó Armínio, é um exemplo a ser seguido por todo teólogo atual, e principalmente, os arminianos. Uma grande verdade, que eu tenho notado, é que alguns, ditos arminianos clássicos, estão longe dessa perspectiva de unidade cristã de Armínio, simplesmente pelo fato da ignorância nos debates sobre a doutrina da predestinação.

Discordar, faz parte dos assuntos teológicos, mas precisamos praticar verdadeiramente nossa teologia, assim como Armínio fez. Finalizo esse breve texto, com um trecho, tirado das Obras de Armínio. Os arminianos atuais, bem como os calvinistas, precisam refletir sobre isso:

“Que Deus permita que concordemos plenamente nas coisas que são necessárias à sua glória, e para a salvação da igreja, e que, em outras coisas, se não puder existir harmonia de opiniões, pelo menos haja harmonia de sentimentos e possamos ‘guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz’”. [2].

Fontes:

[1] HUNT, DAVE. Que amor é esse? / Dave Hunt; [Tradução Cloves Rocha dos Santos e Wilson Sales da Silva]. 1. Edição – São Paulo: Editora Reflexão 2015. Página: 127

[2] ARMÍNIO, Jacó. As Obras de Armínio. (Volume 3). [Trad. Degmar Ribas]. Rio de Janeiro, CPAD, 2015, p.276).

 

Barnabé: o exemplo do mentoreado

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Por Carlos Roberto

Venho por meio deste post, tratar um assunto muito importante. Na minha opinião, o aconselhamento cristão e pastoral, precisa de uma ênfase mais forte nos dias atuais, e por causa dessa carência cito o exemplo de Barnabé no contexto da igreja primitiva e na vida de Saulo de Tarso, que se tornou Paulo, o apóstolo dos gentios.

Quem era Barnabé? 

Barnabé era um homem muito inteligente, profundo conhecedor das Escrituras Sagradas, era um homem que gostava de ajudar as pessoas, era um homem de coragem, e muito amado pelos apóstolos, nos tempos da igreja primitiva. Ele era um homem extremamente religioso e que tinha muitas posses, um homem rico. Mas um dia ele se converteu a Cristo, e começou a se dedicar a pregação do evangelho. Ele era primo de João Marcos (o autor do segundo livro do Novo Testamento]. Na verdade, seu nome era José, mas os apóstolos o chamavam de Barnabé, que significa encorajador.

Em Atos 4.36-37, vemos as seguintes palavras de Lucas:

“Então José, a quem os apóstolos chamavam Barnabé (que significa filho de consolação), levita, natural de Chipre, possuindo um terreno, vendeu-o, trouxe o dinheiro e colocou-o aos pés dos apóstolos”.

Barnabé era um levita, um judeu, um homem muito importante e rico, mas o que me chama a atenção na vide dele são suas atitudes pós-conversão. Segundo David Edward:

“Barnabé é caracterizado não apenas como um estudioso da bíblia, mas com experiência transcultural e muito amado entre os apóstolos. Um homem de coragem contagiante (encorajador), comprometido com o Reino, desprendido das coisas materiais, generoso, confiante nos apóstolos e, com maior simplicidade, a eles submisso”.

Barnabé era um homem a frente de seu tempo! E isso contribuiu de uma forma extraordinária para a divulgação de evangelho entre os gentios e para a própria história do início da igreja primitiva.

Os exemplos de Barnabé como conselheiro e mentor

Os exemplos de mentoreado na vida de Barnabé são muitos, mas para fins de pesquisa e futuras abordagens, cito alguns episódios narrados por Lucas em Atos dos Apóstolos. No capítulo 9.26-28, vemos o momento pós-conversão de Paulo, onde ele tenta se reunir com os apóstolos em Jerusalém.

Todos tinham medo dele (Paulo) e não acreditavam em suas palavras. Vemos que ele precisava de ajuda. Como se pode ver no texto, Barnabé demonstra ser um verdadeiro conselheiro, mentor, ou uma ajuda na hora certa. Barnabé viu o que ninguém foi capaz de ver, ele viu em Paulo um homem convertido, e que dizia a verdade. Através do testemunho de Barnabé e de sua defesa em favor de Paulo, os apóstolos permitiram a entrada de Paulo na igreja e em Jerusalém para pregar o evangelho.

Após treze anos desse fato, vemos o contexto do evangelho sendo pregado em Antioquia, e uma grande demanda. Quem iria ser enviado para lá? Com uma experiência transcultural, madura e conselheira? Esse homem era Barnabé! Existia uma certa preocupação da igreja em Jerusalém por causa das conversões dos gentios, e por causa disso, Barnabé foi enviado. Para maiores informações sobre isso, leia a narrativa em Atos 11.22-26.

Para encerrar essa parte, cito o capítulo 15 do livro de Atos e o versículo 37, onde Lucas narra os planos para a segunda viagem missionária de Paulo junto com Barnabé e sua equipe. Somos informados que Barnabé aconselha Paulo que levem João Marcos, primo de Barnabé. Paulo não concorda, pois João Marcos tinha desistido da primeira viagem, e tinha abandonado eles. Paulo e Barnabé discutem sobre a questão.

Cada um segue uma rota diferente. Paulo e Silas vão para uma região, e Barnabé e João Marcos para outra. Mas, o que nos chama atenção nessa história é a firme convicção de Barnabé em não desistir do ministério de João Marcos. Marcos se tornou um grande pregador, a bíblia tem um livro que leva seu nome, o evangelho de Marcos.

Deus trabalha mesmo através dos conflitos, nem sempre concordamos com muitas coisas como cristãos. Mas os problemas são resolvidos quando aceitamos as diferenças e permitimos que Deus faça a sua vontade. Anos depois dessa história vemos Paulo reconhecendo o ministério de Marcos, em sua segunda carta escrita a Timóteo no capítulo 4.7, onde ele diz: Traga Marcos, porque ele me é útil para o ministério. Se não existisse Barnabé, no cenário bíblico, talvez não tivesse existido o ministério de Paulo, suas cartas, e o ministério de João Marcos também não existiria, nem o evangelho que leva seu nome.

Características de um mentor idôneo

David Edward, citando uma citação do século II de Clemente de Alexandria, que cita a presença de Barnabé entre os 72 discípulos enviados por Jesus em Lucas 10.1-12,16, fala as características que esse grupo tinha:

Trabalho em equipe
Visão: enxerga a colheita e a necessidade de levantar obreiros
Oração: coloca-se diante de Deus antes de iniciar o ministério
Coragem: vai a frente, sem receio, mesmo ciente de que está como ovelha entre lobos e de que haverá batalha
Fé e estilo de vida simples: não se preocupa com dinheiro, bagagem e outros recursos, mas permanece na dependência de Deus
Pessoa de paz: estende e reconhece a paz (shalom), a harmonia
Pessoa que se relaciona: estabelece-se numa casa, numa família, finca raízes. Não apenas parece boa, mas de fato é boa e íntegra
Pessoa do Reino de Deus: é submissa ao Rei e por isso tem autoridade
Discernimento: percebe que compartilha o que mesmo espírito
Humildade suficiente para receber: consegue depender de outros com graça
Capaz de lidar com conflito: Fala a verdade quando necessário e enfrenta a rejeição sem levar para o lado pessoal.

Segundo o escritor, essas constituem algumas qualidades que de fato caracterizavam Barnabé, como mentor idôneo que foi.

Conclusão

Diante de tudo que foi dito, cabe a nós refletirmos melhor sobre o aconselhamento pastoral, sobre os nossos líderes e autoridades eclesiásticas. Infelizmente, existem muitos líderes que não sabem administrar os conflitos de quem está necessitado e que precisa de uma ajuda. É um fato comprovado, que alguns “pastores” não sabem mentorear, aconselhar e nem muito menos cuidar de uma ovelha ou um membro de sua igreja, por isso, precisamos orar a Deus e acreditar no trabalho daqueles que ainda se esforçam nesse sublime ministério. Em futuras postagens, pretendo tratar outros temas específicos sobre o aconselhamento pastoral. Deus abençoe a todos, amém!

Fontes:

Bíblia Sagrada Almeida Século 21.

Paulo e sua Teologia, 2 edição, organizador: Lourenço Stelio Rega, editora Vida.

3 comportamentos de alguns teólogos nas redes sociais

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Por Carlos Roberto

Nos dias hodiernos, cresce assustadoramente a comunicação digital. Hoje, conversamos com o mundo inteiro através dos mais variados recursos digitais. Esse post, é uma reflexão sobre o universo digital e o teólogo cristão. Infelizmente, muitos dos nossos jovens teólogos não conseguem se comportar corretamente na rede social.

Já adianto, que o teólogo, que tem uma função altamente comprometida com as verdades bíblicas, precisa ter cautela, moderação, prudência e principalmente um bom testemunho nas mais variadas conversas e debates na rede social.

Ora, na minha opinião, as disciplinas teológicas que mais se destacam nos debates entre os cristãos são a soteriologia, a escatologia e a apologética, e nesse contexto de diálogos, debates e conversas, percebo pelo menos três coisas no comportamento desses irmãos: Ofensas, desrespeitos e obscenidade, a turma do copia e cola e aqueles que realmente dão uma contribuição para a teologia.

Ofensas, desrespeitos e obscenidade 

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Algumas vezes, quando entro no meu feed de notícias, presencio um péssimo comportamento, de alguns irmãos que se dizem amantes da palavra de Deus e das verdades teológicas. No calor do debate sobre um determinado assunto, irmãos xingam outros irmãos a até falam palavras obscenas.

O teólogo cristão, precisa ser verdadeiramente um cristão nascido de novo, e não perder o essencial, que é seu testemunho. A verdadeira teologia é aquela que praticamos não é mesmo? Ora, estar nas redes sociais não é uma brincadeira de criança. Muito pelo contrário, é uma coisa séria, e essa seriedade, requer prudência e controle.

É uma grande perca de tempo debater com um irmão em Cristo no espírito da agressão e do desrespeito. É preferível se isentar do que pecar! Infelizmente, nossa geração de jovens teólogos quer justamente o contrário, quer debater mais, e até mesmo agredir com palavras torpes. Oremos, para que nossa juventude teológica amadureça!

A turma do copia e cola

Você já ouviu falar na geração CTRL+C, CTRL+V? Pois é, a turma do copia e cola e que não cria nada. A geração digital com sua modernidade comunicativa é assim, e essa é uma característica do nosso tempo moderno. Olhando a teologia nas redes sociais, vemos vários irmãos assim, que somente copiam e colam o que outros dizem.

É impressionante a falta de sabedoria e conhecimento de alguns irmãos, postam frases, citações e até mesmo textos sem citar as fontes. Isso é muito grave! Na verdade, falta personalidade, criatividade e inteligência na vida destes jovens teólogos. Ora, alguns até se aventuram neste mundo dos blogs.

Aqueles que realmente contribuem para a teologia

Por mais que a situação seja preocupante, ainda existe gente boa nas redes sociais, ainda existem irmãos que se esmeram no compartilhamento de ótimos conteúdos para a edificação espiritual. Conheço muitos irmãos, sejam jovens ou mais experientes, que possuem blogs, e também anônimos, que dão uma grande contribuição para o entendimento da palavra de Deus e para a teologia cristã. Em um futuro artigo, pretendo elencar os meus blogs favoritos e recomendáveis, mas para encerrar esse texto, penso eu que cada um de nós precisa fazer sua parte, testemunhando a Cristo e compartilhando a teologia com prudência e equilíbrio.